terça-feira, 14 de outubro de 2008

Grécia

Des de que fugi do internato não conseguia parar em lugar algum.
Por algum motivo me sentia mais segura vagando de país em país pela europa,como uma nômade.
Vamos do ínicio.
Á alguns meses minha avó faleceu, ela era minha última parente viva, fora uma tia muito distante.
Era a melhor mulher que conheci, já que minha mãe perdi muito pequena, meu pai a abandonou grávida.
Bem era a única referência de família.
Tinhamos uma vida confortável, graças a meu avô erámos uma família abonada.
Quando ela faleceu, eu ainda tinha quinze anos, menor de idade, não poderia herdar nada.
Minha tia - que até então eu não conhecia -ficou com a minha tutela.
Ah tia Briggita, quem a via de longe dava pra perceber logo que não se tratava de uma senhora muito simpática.
Era séria,sempre com uma postura de comandante.Parecia que todos tinham medo dela.
Tia Briggita era uma senhora gorda com quase quinqüenta anos usava sempre o cabelo lambido pra trás, quem a olhasse de longe poderia até pensar que era um homem rubusto com seios.
Quando ela chegou em nossa casa ela se assustou com meu tamanho, ela imaginava uma criança, e convenhamos eu já não tinha cara, muito menos corpo de criança, quem olhava pra mim me dava lá uns dezenove anos.
Eu a recebi já ressabiada, vovó não mantinha contato, por ela ser meia irmã de meu avô.
Ela nunca me chamou pelo nome, na verdade ela me chamava pelo nome da minha mãe.
"Verônica isso, Verônica aquilo"
Detestava ter que ouvi-la me chamando assim.
Meu nome é Helene Franz Hillen.
Ela concerteza tinha algum disturbio, pra e me chamar de Verônica.
Eu me mostrava apática a qualquer atitude dela.
Como já esperava ela me mandou pra um colégio interno bem longe.
Especificamente na Alemanha.
Pretendia fugir ainda no Brasil, mas achei melhor esperar , não pensei que ela fosse ir tão longe com essa idéia de me mandar pro internato.
Mas eu estava errada. Ela me mandou mesmo.
Foi a primeira vez que eu me ví angustiada, com medo, sem saber o que fazer.
Quando cheguei ao colégio ninguém foi com a minha cara, mas ainda consegui uma aliada.
Katina, ela era como eu, uma revolucionista por natureza.
E era pra casa dela que eu estava indo.
Ela consegiu sua carta de alforria quando a mãe se separou do pai na Grécia.
E eu poderia ficar na casa dela quando precisasse.
Ou pelo menos era o que eu achava.

4 comentários supimpas:

Felipe Marins disse...

quer fugir de casa mas não tem coragem?
Faça um livro...

Resumo da sua obra evasiva , parece romantismo...

uma empada sem azeitona...ou não disse...

Pee, gostei!
continue escrevendo seu livro, tenha certeza de que vou querer uma amostra dele!
:)

bjoo

Armando disse...

shaushauhuasa!
amostra, falando assim ate parece remedio!
hohohho
...
tá, foi sem graça!

Jerri Dias disse...

Dica:
Poste o título do conto e coloque parte I, II, III e assim por diante, pra gente saber que se trata da continuação de um post anterior. Assim fica meio perdido no blog...
Abraço.